Carta a tio Raimundo [ou a carta destinada a muitos homens que conheço e para outros que nem conheço tanto assim]
Não quero te dar olá.
Sinceramente, Raimundo... Estou decepcionado contigo. Não sei sem como começar essa carta. A vontade que tenho é te xingar todinho. Quer saber? É isso que vou fazer para iniciar
Olá, boboca
chatão
cabeça de peixe feio
feioso sem graça
besta besta
seu bobão
sem graça
cara de pastel
bocó
chatolino
paspalho
Ah, esse você não vai aguentar e vou te fazer cho-rar:
Você é um TCHONGO!
Eu não tenho muita paciência pra homem assim igual você: mentiroso, salafrário, farsoso. A cara nem treme, né?
Tá vendo, eu nem consigo escrever bem escrevendo pra você. Nem a língua portuguesa consegue se materializar bem perto de você.
Como você dorme a noite? Acha certo fazer chantagem com uma mulher só pra ela ficar com você? E quando ela não fica nem a pau por ser SENSATA e não querer, você a acusa de tudo que VOCÊ fez e ainda dá veneno pra ela? Raimundo... eu vou ligar pra polícia agora mesmo, se prepara que essa carta vai chegar é pela polícia.
Espero que a amargura que corrói suas vísceras seja tão intensa a ponto de te impossibilitar de levantar para abrir a janela.
Ainda bem que existe Glorinha.
[termino a carta por aqui. Glorinha obrigado por ter levado este homem para o lugar de onde não deveria ter saído: o buraco na terra]
E é aquela lei tríplice da bruxaria, Raimundo: o que a gente faz pro próximo volta vezes três pra gente.
adeus.
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