PRIMEIRO TERRITÓRIO DO PERSONATOR (Era uma vez um medo desejante) [ator em cena, parece buscar em seu corpo uma expressão que o represente, que o territorialize nesse momento, balbucia palavras quase irreconhecíveis. É uma busca por território, por sentido. Ao fundo, escuta-se em off vozes femininas, com as falas iniciais de Perdoa-me por me traíres. Ao ouvir as vozes, o ator vai encontrando em seu corpo a forma primeira do personator/metapersonagem. Ri, gargalhadas intensas e frenéticas, até se compor completamente]: - Medo, medinho medonho, por quê entraram aqui? Eu mesmo, eu não entro. [manhoso ] Mas entro, eu entro, mas logo saio. Entro metadinha. Tudo bem, só a cabecinha, pra espiar, mas saio. [ pausa ] Eu sei que você tem vontade [retira do bolso um pote de bolhas de sabão e começa a soprá-las ] Ser ou não ser, eis a questão [ sapateia e tenta estourar as bolinhas de sabão com os pés, é um movimento prazeroso ]. Um dia eu, lá pelos meus [ blablação ] anos, uma coleguinha me ...
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